Candidato de esquerda consolida segundo lugar nas presidenciais do Peru

Candidato de esquerda consolida segundo lugar nas presidenciais do Peru

O candidato de esquerda Roberto Sánchez consolidou a segunda posição com o avançar da contagem dos votos da primeira volta das presidenciais do Peru, que se realizaram em 12 de abril.

Lusa /
Foto: Angela Ponce - Reuters

Com 95,7% das urnas apuradas, a candidata de direita Keiko Fujimori obteve 17,1% dos votos válidos, o que significa que terá de disputar a segunda volta da eleição presidencial peruana contra o candidato que ficar em segundo lugar.

O segundo classificado deverá ser Roberto Sánchez, que no sábado tinha 12,1%, à frente do candidato de extrema-direita Rafael López Aliaga, com 11,9%.

Sánchez tem atualmente com 25.176 votos de avanço sobre López Aliaga, que nos últimos dias intensificou as críticas ao sistema eleitoral e mantém a posição de ter sido vítima de fraude, sem apresentar provas.

Sánchez, que concorre em nome do ex-Presidente do Peru Pedro Castillo (2021-2022), afirmou estar "completamente convicto" de que vai enfrentar Fujimori na segunda volta das eleições.

O candidato de esquerda reiterou que, se for eleito Presidente, concederá um perdão a Castillo, condenado a mais de 11 anos de prisão por uma tentativa de golpe de Estado em dezembro de 2022.

Sánchez acrescentou que as autoridades eleitorais têm "a imensa responsabilidade" de concluir a contagem final dos votos e pediu "a rapidez e o respeito sagrado pela vontade popular".

Os resultados definitivos da primeira volta só deverão ser conhecidos em meados de maio, devido à lentidão na contagem e verificação de milhares de boletins de voto contestados.

As eleições de 12 de abril ficaram marcadas por problemas logísticos na distribuição de urnas e boletins, o que atrasou a abertura de várias mesas de voto, especialmente em Lima.

Perante estas dificuldades, as autoridades prolongaram a votação por mais um dia para mais de 50 mil eleitores afetados pelo encerramento de 13 mesas de voto.

O Ministério Público do Peru requereu na quarta-feira a prisão preventiva do antigo chefe do órgão eleitoral do Peru, Piero Corvetto, por irregularidades ocorridas durante as eleições.

O Procurador-Geral do Peru, Tomás Gálvez, disse que o requerimento abrange Corvetto e outros funcionários do Gabinete Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla em castelhano).

Gálvez confirmou ainda que Corvetto, que está a ser investigado por alegado conluio, entregou dois passaportes à Procuradoria Anticorrupção, por ter cidadania peruana e italiana.

Corvetto demitiu-se na terça-feira, após uma primeira volta das presidenciais marcada por problemas na entrega do material eleitoral e alegações de fraude eleitoral.

Após a demissão de Corvetto, o ONPE anunciou que o diretor-geral do órgão, Bernardo Pachas Serrano, assumirá o cargo interinamente até à conclusão do processo eleitoral em curso no país andino.

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